Na linha sucessória de Cunha, só dois não têm ocorrências judiciais

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Na linha sucessória de Cunha, só dois não têm ocorrências judiciais

A decisão liminar do ministro Teori Zavascki nesta quinta-feira (5), determinando o afastamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara dos Deputados e a suspensão provisória de seu mandato, fez com que a Casa passasse a ser dirigida de forma interina pelo 1º Vice-Presidente, o deputado Waldir Maranhão (PP-MA). A linha sucessória é estabelecida pelo regimento interno da Câmara.

Ciente de que 299 dos 513 deputados têm ocorrências na Justiça e/ou nos Tribunais de Contas do país, a Lupa foi checar junto ao projeto Excelências, mantido pela Transparência Brasil, os registros judiciais dos parlamentares que poderiam substituir Cunha. Todos eles são integrantes da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.

De acordo com o Excelências, Maranhão possui seis registros judiciais em tribunais do país até o dia 16 de março de 2016. Desses registros, três são inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Um é ligado à Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, que investiga esquema de corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro com recursos desviados da Petrobras. Nos outros dois inquéritos, o deputado é investigado por lavagem de dinheiro no esquema investigado pela Operação Miqueias, também da Polícia Federal, sobre desvio de recursos de fundos de pensão e lavagem de dinheiro.

Maranhão, que já atua como presidente interino da Câmara, ainda responde a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Maranhão. Na Justiça Eleitoral, teve rejeitada prestação de contas referente às eleições de 2010 (quando concorreu para deputado federal) por recebimento de recurso de fonte não identificada. Por fim, ele ainda é alvo de representação movida pelo Ministério Público Eleitoral por captação ilícita de recursos.

Vale ressaltar que Maranhão, ao contrário de Cunha, não é réu no STF.

No resto da linha sucessória, apenas dois deputados não possuem ocorrências judiciais, segundo dados disponíveis no Excelências. O primeiro deles é o 2º Vice-Presidente, deputado Giacobo (PR-PR), que assumiria na falta de Cunha e de Maranhão, e o segundo é a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), que ocupa o cargo de 3ª Secretária e estaria em quinto lugar na linha de sucessão, depois de Cunha.

Fonte: www.revistapiaui.estadao.com.br

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