O que esperar de outubro

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O que esperar de outubro

A eleição se aproxima e com ela vem o sentimento de renovação, de um novo ciclo, de esperança de um país melhor, de mudança. Mas esta eleição está diferente, porque a população chegou ao seu limite e está descrente da política, cansada de tanta corrupção e roubalheira, desanimada com a economia e duvidosa com relação ao futuro.

Por isso, em outubro o Brasil precisa renascer das urnas. Precisamos resgatar os valores éticos e morais, combater a corrupção de forma eficaz e realizar as reformas necessárias ao crescimento do País. Diante disso, acredito que no próximo ano teremos um Congresso Nacional muito mais qualificado, mais atento às necessidades do país e com maior robustez no combate à corrupção em todos os níveis. Haverá ainda mais atenção aos valores familiares e éticos.

Temas necessários e comuns a todos como a questão social, a segurança, a saúde, a educação e a infraestrutura também estarão na pauta. Porque não adianta ser um país economicamente rico, em franco crescimento, se não promovermos, por exemplo, uma educação de qualidade ou tivermos um mínimo de segurança.

O governo federal é um indutor importante do desenvolvimento e atualmente tem pouca capacidade de investir e isso precisa ser revisto. Por isso reafirmo, se não fizermos as reformas estruturais, das leis que regem a máquina pública, e mesmo as empresas privadas, nós não iremos a lugar algum.

Temos que começar com a Reforma Política, porque nossa lei eleitoral é completamente capenga e ultrapassada. Ela precisa deixar claros alguns aspectos de captação de recursos, de gastos e talvez limitar partidos.

A Reforma Tributária também se faz necessária, uma vez que não existe mais condição de se fabricar nada neste país, por que a carga tributária é aviltante. Sai muito mais barato importar alguns itens do que os produzir aqui, gerando empregos.

Outra grande reforma que precisa ser feita é a administrativa. Não tem mais condição de ser ordenador de despesas no Brasil. Assumir uma prefeitura hoje no país, por exemplo, resulta em um assombroso montante de processos, porque a burocracia é tão grande, que o gestor se vê impedido de vencê-la. Então, vejo que é preciso reformar a Lei de Licitações e as formas de dar suporte ao gestor.

Também é preciso rever o Pacto Federativo, porque não há condições de a receita ficar 65% para a União, pouco mais de 20% para os Estados e o residual para os municípios.

Investir em infraestrutura como rodovias, ferrovias, portos e aeroportos é necessário. Mas tudo isso esbarra na burocracia, na falta de recursos. Por isso acredito que o Brasil precisa renascer das urnas em outubro. E por um motivo simples: é a política, infelizmente ou felizmente que diz a direção que o mundo toma. Tenho a esperança que o povo votará em gente capacitada e irá analisar quem são os maus políticos e demiti-los.

Não adianta ficar só reclamando. Não há mais espaço na vida pública para pessoas que não tem espírito público. É servir aos outros e não se servir do cargo. É preciso entender que a vida pública é uma missão. E o poder para mudar isso está nas mãos do povo que, em sete de outubro, escolherá seus novos representantes.

Fernando Giacobo, deputado federal pelo PR e 1º secretário da Câmara dos Deputados

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